Justin Timberlake, o novo rei do pop

20131003-215227.jpgJustin Timberlake ficou seis anos sem fazer música. Nesse período, ele fez participações em algumas músicas de amigos e se dedicou bastante à carreira de ator, que também desempenhou bem. Só que o negócio de Justin é mesmo no palco. Bastou vê-lo um minuto no Rock in Rio para eu ter certeza de que ele é o cara, o posto de rei do pop agora é dele. Não que eu esteja o comparando a Michael Jackson, que tem seu lugar muito bem guardado na história da música e nunca será substituído, mas não há ninguém como JT no mundo pop atualmente.

A pausa bem pensada na carreira o fez evoluir de ex-N’Sync, quando eu já achava ele ótimo (afinal ele trouxe o sexy de volta, né?), para um músico mais completo, que trouxe o soul para mais perto da sua música e escolheu cuidadosamente no que trabalhar para sua volta. Justin sabiamente rejeita as comparações com Jackson, mas não nega que o cantor é sua grande inspiração e vendo seu show é fácil notar todas as referências: os agudos, os passos de dança e um quê de Motown em sua banda.

O show no Rock in Rio foi um dos melhores dos sete dias de festival, talvez perdendo apenas para a apresentação de Bruce Springsteen que arrebatou. Justin não é um artista muito interativo, ele economiza as palavras com o público, mas isso não significa que ele não está conectado com a plateia. O cantor parece apenas preferir observar e responder às reações com seu show. No Brasil, com o público incansável, ele se permitiu um pouco mais: frequentemente pedia que os fãs tomassem conta do show e se divertia ao ouvir as quase 85 mil vozes cantarem suas letras.

Justin mostrou que sabe muito bem aonde vai com sua música e parece não ter a pressa de outros artistas pop para chegar lá. Pouco a pouco ele está construindo a carreira que sonhou em ter e ganhando respeito e credibilidade para ser cada vez mais Justin Timberlake e só. Sem adjetivos antecedendo seu nome. E que fique claro: ele voltou para ficar.

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Sobre Tati Regadas

Jornalista, viciada em séries e cultura pop.

Publicado em 03/10/2013, em É pop, cantor, música, show e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Ele é Príncipe e não um rei, jamais aceitarei esse tipo de informação… ninguém ultrapassa do lendário que foi MICHAEL JACKSON, ele sim continua sendo INSUBSTITUÍVEL!!!! Pois todos os elementos e muitas coisas são memoráveis.

  1. Pingback: O melhor e o pior do mundo pop em 2013 | Bolha Pop

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