Britney Spears continua sendo Britney Spears (ainda bem!)

Me lembro do dia em que comprei o ingresso para o show de Britney Spears. Depois de dez anos, eu iria ver a princesinha do pop de novo e estava animada, mas ainda com um pé atrás. Fui convencida por uma amiga de que deveríamos ir na área VIP. Eu não tinha certeza se queria gastar mais para ver um show que seria playback: “É a Britney”, ela disse me convencendo.

Quando finalmente a semana do show chegou, eu estava muito empolgada. No trabalho, teve gente que se surpreendeu com a minha animação: “É sério que você gosta dela tanto assim?”. Respondi que sim, mas não soube explicar por quê. “O show é playback”, insistiram. “Eu sei. Não vou pra ver ela cantar”, respondi ainda sem conseguir explicar por que eu estava tão ansiosa para ver Britney novamente.

No dia do show eu confessei para um amigo que estava com medo de me decepcionar. O fato é que dez anos se passaram desde o show do Rock In Rio, quando eu tinha 14 anos. Meu gosto mudou. Continuo amando música pop, mas nesse tempo eu vi Beyoncé cantar ao vivo (duas vezes!), me acabei vendo Mika e Passion Pit, libertei meu lado rock no show do Strokes, me despedi da Amy e me emocionei com Sir Paul. E se a ficha caísse bem no show da Britney e ela perdesse a magia?

Não caiu. Britney continua sendo Britney. O show na Apoteose neste feriado do dia 15 de novembro foi além das minhas expectativas.  O playback estava lá em todas as músicas, ela já não gasta tanta energia nas coreografias-embora dance o tempo todo, algumas músicas não foram cantadas inteiras. Mas há algo em Britney Spears que faz dela o ícone pop que é e que nos deixa extasiados depois de assistir seu show.

Ver Britney no palco é perceber que Spears se tornou mesmo um fenômeno quando resolveu dar a volta por cima (quem não ama uma boa história de superação?). A impressão que fica é que o pop de Britney ganhou ainda mais força quando ela passou a se usar como referência.

Há algo de muito divertido em berrar junto com ela “It’s Britney, bitch” e “Do you wanna a piece of me”? Cantar com ela todas as músicas que fazem referência a sua vida (e por que não às nossas?), é como mandar meio mundo se fuder enquanto você se acaba de dançar. Dá uma lavada na alma, sabe?

É por isso que: It’s Britney, bitch!

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Sobre Tati Regadas

Jornalista, viciada em séries e cultura pop.

Publicado em 17/11/2011, em É pop, cantora, música e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

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