“Pânico 4”: tributo divertido ao gênero que marcou uma geração

Se passaram onze anos desde que “Pânico 3” fez sua estreia nos cinemas em 2000 e na época eu tinha só 13 aninhos. Não fui ao cinema ver o terceiro filme da franquia que definiu o gênero de terror dos anos 90, mas assisti a trilogia durante as férias na casa da minha avó (Sim, minha avó acompanhou todos comigo. Ela sempre foi moderna). E não tinha a menor chance de eu não me empolgar com o quarto filme. Eu sei que tem muita gente torcendo o nariz achando que “Pânico 4” será como a sétima sequência de “Jogos Mortais”, mas não tem nada a ver.

A principal razão de “Pânico 4” não ser uma sequência falida está no fato de que se passaram tantos anos, logo a produção ganhou ares de tributo ao filme que conquistou toda uma geração. O longa narra a volta de Sidney Prescott à cidade de Woodsboro, onde ela comeu o pão que o Ghostface amassou nos outros filmes, para o lançamento de sua biografia. A chegada coincide com o aniversário dos crimes e, obviamente, com uma série de novos assassinatos que aterrorizam a cidade.

Apesar de ter o mistério “quem é o assassino?”, como em todos os outros,  o filme não se leva tão a sério. Pelo contrário,  diversas referências à trilogia e também a outros filmes e ícones da cultura pop são feitos de maneira muito divertida ao longo do filme. Além dos momentos em que fiquei tensa (tem muito sangue!), ri bastante durante a sessão.

Várias carinhas conhecidas do mundo das séries estão lá: Hayden Panetierre, Anna Paquin, Kristen Bell, Shenae Grimes, Alisson Brie e mais compõe o elenco que tenta escapar de mais um massacre. Os veteranos Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette reprisam seus papéis e tentam dar nova dimensão aos personagens, uma vez que alguns anos também se passaram na trama. Eu sou fã da Cox em “Friends” e não vejo “Cougar Town” porque não aguento aquela interpretação over dela, mas como Gale Weathers ela está bem novamente. Amarga, metida e um pouco descompensada, Gale rende bons momentos na trama. Neve Campbell continua a vítima perfeita e eu acho que ela nasceu para fazer esse papel de Sidney. Já David Arquette é David Arquette, ou seja, é Dewey.

Não sei se a geração de agora vai achar “Pânico 4” legal. Talvez a trama não faça sentido sem saber o que foi “Pânico”, sem ver os outros três e sem lembrar o contexto cinematográfico em que ele estava inserido nos anos 90. Eu fui de coração aberto e me diverti muito. “Pânico 4” prova que recordar é viver e que uma visita ao passado pode ser muito divertida.

Anúncios

Sobre Tati Regadas

Jornalista, viciada em séries e cultura pop.

Publicado em 15/04/2011, em cinema, filme e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. putz, MUITO legal, né? me diverti pra caramba.

    e o mais legal é isso mesmo que você falou: o filme não se leva a série em nenhum momento. tem hora que ele se leva tão pouco a sério que fica IGUAL “todo mundo em pânico”, o que não é lá muito bom (apesar de eu gostar de todo mundo em pânico). tipo (SPOILER!) o que foi a morte da madam president de battlestar galactica? pela caixa do correio? HAHAHAHAHAH

    mas boa review

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: