Arquivo mensal: janeiro 2010

"Whatever Works": o filme mais recente de Woddy Allen

O post da vez é dedicado ao filme mais recente de Woody Allen: “Whatever Works” ou “Tudo pode dar certo”, nome com que chegará (com muito atraso) aos cinemas brasileiros em março de 2010. No longa, Woddy Allen volta às origens e usa Nova York como cenário para o desenrolar da história entre Boris, vivido por Larry David (para quem não se lembra o criador de “Seinfeld”), e Melodie, vivida por Evan Rachel Wood (gosto dela desde “Once and Again”).

Boris é um sujeito cheio de manias, hipocondríaco, rabugento e que despreza a humanidade. Seu esporte preferido? Reclamar. Pessimista, ele se diz desiludido com a sociedade e revoltado com a burrice a sua volta. Cientista com um QI muito alto, ele condena as pessoas que têm fé. E aí no meio dessa vida determinada por teorias surge Melodie, uma menina do interior burra feito uma porta e que acredita em absolutamente tudo que lhe dizem. Sem ter para onde ir, ela acaba na casa de Boris, onde aprende a exigir mais do mundo e das pessoas.

Outras histórias se desenvolvem a partir deste relacionamento peculiar(eu não vou contar o filme para não estragar a experiência), todas levando os personagens a reavaliarem suas vidas. Suas teorias. À base de muita ironia e sarcasmo, o filme nos mostra que o acaso pode nos surpreender e nos levar a uma mudança positiva. Ou seja, “Whatever Works”, o que importa é aquilo que melhor funcionar para você.


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A Alice de Tim Burton

Com a proximidade de março, os fãs de Tim Burton não estão mais se aguentando de ansiedade para ver “Alice no País das Maravilhas”. No Brasil, a estreia está prevista para o dia 2 de abril então nos resta esperar um pouco mais e especular sobre qual será o resultado do filme.

Confesso que a história de Alice nunca foi minha preferida. Dentre os desenhos maravilhosos do mundo Disney que marcaram presença na minha infância, este não era um deles. Eu preferia “Rei Leão”, “Ariel” e “Aladdin”. Mas desde que descobri que Alice iria ganhar uma nova versão e pelas mãos de Tim Burton me empolguei.

Para começar é Tim Burton, responsável por alguns filmes que eu adoro como “Batman”, “Batman Returns” e “A fantástica fábrica de chocolates”. Segundo ponto a favor: Johnny Deep (a-mo). O resto da espectativa foi construída ao longo do tempo: fotos de divulgação maravilhosas, pôsteres lindos e trailer maravilhoso (para quem viu “Avatar” em 3D rola o trailer de “Alice” em 3D também).

O longa não é um remake da história de Lewis Carrol. No filme de Tim Burton, Alice já tem 17 anos e em uma festa da alta sociedade é pedida em casamento. Apavorada com a ideia de se casar com um riquinho de nariz em pé, ela foge seguindo um coelho branco para dentro de um buraco. Mais uma vez ela acaba no País das Maravilhas, lugar que tinha visitado dez anos antes, mas não se lembra. Em entrevista na Comic Con, Burton contou que quis fugir da história de Alice vagueando com personagens estranhos: “Outros filmes de ‘Alice’ sempre eram apenas uma garota vagueando passivamente com um monte de personagens estranhos. Tentamos tramar uma história que tenha emoção e faça sentido”.

Johnny Deep vive o Chapeleiro Maluco e Helena Boham Carter (para quem não sabe, mulher de Tim Burton) a Rainha Vermelha. No papel principal, está a iniciante atriz australiana Mia Wasikowska (ela viveu Sophie em 9 episódios de “In Treatment”). O filme conta ainda com Anne Hathaway no papel da Rainha Branca. Avril Lavigne (sim, ela vive) canta a música “Alice Underground” da trilha sonora do filme, mas a música ainda não foi divulgada.

Agora, é esperar para ver se a “Alice” de Tim Burton corresponderá às nossas espectativas. Cruzem os dedos!


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Michael Cera: o muso indie

Michael Cera está em alta. E não porque ele interpretou um vampiro galã na saga vampiresca do momento ou canta,dança,atua e faz par romântico dentro e fora das telas com uma musa teen. Michael Cera é o cara do momento quando o quesito é filmes indie, em especial os da categoria ‘indie jovem’.

Michael começou a atuar em séries, como a cancelada “Arrested Development”, mas apareceu pro resto do mundo mesmo por suas atuações em “Superbad” e “Juno” (tãoooo adorável). Depois desses dois ele não fez tantos filmes (fez “Nick e Norah”, que eu recomendo), mas podemos considerar que a carreira do rapaz deu uma deslanchada.

Só neste início de ano, Michael estrela dois filmes que estão sendo bem badalados nos EUA. “Youth in revolt” conta a história de Nick, um jovem que se apaixona por uma menina que não está afim dele e resolve criar um alterego francês e rebelde para conquistá-la. Resultado? Muita confusão…

Já em “Scott Pilgrim vs. the World”, ele dá vida ao herói que para ganhar a menina precisa enfrentar seus sete ex-namorados. Porém, mesmo que estes filmes levem Michael a deixar os filmes indie de lado para abraçar Hollywood de vez, acho que o título de muso indie da atualidade é dele.

O melhor de Michael é a carinha (fofa, vai?) de ‘podia ser meu amigo’. É muito fácil se sentir próximo dele. Tudo bem que os roteiros dos filmes ajudam muito (Thank you, Diablo Cody!), mas talvez não ficassem tão bons se não pudéssemos nos relacionar com os personagens. Já imaginou “Juno” estrelado por Zac Efron??? CRE-DO! Parte do segredo dos filmes indie ‘linha jovem’ está na simplicidade dos personagens, nada de patricinhas perfeitas com namorados perfeitos e sorrisos perfeitos. Para isso, os atores escalados não podem seguir essa linha.

É exatamente esta a brecha de Cera: ele é perfeito para o papel do não-perfeito. Michael Cera funciona como um complemento ao roteiro dos filmes em que trabalha. Se você é diretor indie e está preparando um roteiro jovem não se esqueça: ache logo seu Michael Cera!

Trailer de ‘Youth in Revolt’, em que Michael mostra um outro lado bem legal”!


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Reality Shows: escolha o seu e assista sem culpa!

O primeiro post do ano vai ser dedicado aos reality shows nossos de cada dia! Zapeando os canais outro dia, eu me deparei com mais uma peróla televisiva: o reality metido a “O diabo veste Prada”, “Stylista”. O programa, que mostra uns jovens muito nada haver tentando uma vaga na “Elle”, é bem fraco, mas lá estava eu sentada acompanhando os dois episódios seguidos que passaram no Sony.

Sei lá por quê, reality shows sempre me prendem. Pode ser de qualquer coisa: culinária, moda, design, garotas bonitas e meninos nerds, patricinhas com vidas luxuosas, gordinhos tentanto emagrecer, aspirantes a cantores… You name it!

Para aumentar meu desejo de escrever sobre o assunto ainda recebi por email um release do GNT sobre o mais novo programa do canal. Adivinha? Um reality show chamado “Meu filho é uma estrela”. Porém, acho que pela primeira vez o tema não me agradou: pais competindo com seus filhos para ver quem será a próxima celebridade mirim. Oh really??? A TV chegou a esse ponto? E olha que eu não sou do tipo mala que acha que TV tem que ser para fins educativos e blá, blá, blá…mas uma competição para ver quem será a próxima Paris Hilton mirim é muito triste.

Anyway… (precisava desabafar!). Podemos considerar que o pioneiro foi o “The real world” da MTV americana que estreou em 1992 (Adorava! Para mim, a melhor edição foi a do Havaí em 1999). Quem não se lembra da frase da abertura: “When people stop being polite and start getting real”?A partir de 2000, rolou o boom dos reality shows com a criação do Big Brother pelo holandês John de Mol (detentor do formato que conhecemos). A ideia deu tão certo que o programa tem edições em 43 países diferentes e ajudou a inspirar diversos outros reality shows. Com um pouco de criatividade e algum dinheiro, as emissoras de TV mundo à fora começaram a inventar.

Dentre os meus preferidos (entenda os que eu de fato acompanho ou pelo menos tento) estão:

-“Project Runway”: A soma Tim Gunn + Heidi Klum+ candidatos com egos gigantes é perfeita!
-“America’s Next Top Model”: Várias mulheres morando juntas e vendo quem sai melhor na foto. Não podia dar errado (a versão brasileira não conta…).
-” Beauty and The Geek”: lindas meninas ‘ensinando’ nerds a serem pegadores e eles retribuindo o carinho ensinando…hum qq coisa! ( A foto lá do início é da terceira temporada. Na minha opinião a melhor, até romance teve. So cute!)
-” American Idol”: Calouros bizarros, juízes que se acham e 12 talentos perdidos. Preciso falar mais nada.
-“Big Brother Brasil”: 15 aspirantes a subcelebridade disputando o prêmio de R$ 1 milhão e morando numa casa sem televisão. É só escolher o seu favorito e relaxar no sofá!

Quanto ao resto, eu me reservo o direito de ver só de vez em quando, ok? Afinal, a maior parte do meu tempo de TV é dedicada às séries. Então escolha o reality que te faz bem e divirta-se sem culpa!

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