Meg Cabot na Bienal: um relato

Minha amiga querida, Rakel Cogliatti, fã de praia, esqueceu o domingo (13/09) de sol para se aventurar em uma fila na Bienal do Livro no Rio. Feliz com o seu dia, ela escreveu para o Bolha Pop:

“Um dia de céu azul no Rio de Janeiro, sem uma nuvem, e o que centenas de adolescentes decidiram fazer? Ir à Bienal do livro, empunhando todos os exemplares que tinham da autora Meg Cabot. Todas tentando a sorte para conseguir uma foto, um autógrafo ou, pelo menos, um aceno.

A histeria coletiva era digna de celebridade. Eu cheguei às 11 horas da manhã, achando que fosse cedo demais, quanta ingenuidade! Já tinham acabado as senhas para a primeira sessão de palestras (Sim, ela deu duas, tamanha demanda). E só me restou enfrentar uma fila gigante para poder ver a 2ª sessão. Tiaras brilhantes estavam por toda parte, caminhando/correndo, seguindo Meg para todo lado.

Para delírio das fãs entusiasmadas, a palestra começou rigorosamente às 16h, e só teria sido melhor se tivesse durado um pouquinho mais. A escritora demonstrou muita simpatia, e gerou mais gritinhos desesperados cada vez que soltava uma frase em português. Sendo a preferida (repetida sempre que não entendia alguma coisa): “Onde fica o banheiro?”. Em 30 minutos ficamos sabendo um pouco mais sobre a sua vida. Foi uma palestra simples e divertida, com um quê de Princesa Mia, ressaltada pela tiara que usava.

Eu admito que já passei da fase infanto-juvenil, mas também buscava um autógrafo. Mesmo morrendo de calor e sem comer há horas, segui a multidão para o estande onde ela atenderia os fãs (sim, haviam meninos também. Poucos, mas reais). Cheguei tarde demais, as senhas já haviam acabado desde as 10 horas da manhã. Mais centenas de meninas histéricas formavam uma nova fila. Cinco horas de maratona depois, eu iria sair da Bienal sem atingir meu objetivo principal, quando decidi tentar a sorte. Cada pessoa na fila só poderia ter dois de seus livros assinados, e eu não achava ninguém que carregasse menos que isso. Até que avistei duas meninas, meio escondidas que resolveram me ajudar. Acabei conseguindo não só um, mas dois autógrafos.

Meg Cabot é a simpatia em pessoa, assinou mais de 400 livros sem tirar o sorriso do rosto. Mas mais do que isso, incentivou milhares de jovens brasileiras a ler, sem se importar que muita gente ache suas histórias superficiais. Ela escreve pensando apenas no seu público-alvo. E, gostem ou não, dá certo. Apesar do calor, do cansaço e da multidão, fui embora satisfeitíssima por ter “conhecido” um dos meus ídolos da adolescência, igualzinho a todas as meninas que estiveram lá e acabaram de descobrir o maravilhoso mundo de Meg”.

Por Rakel Cogliatti (acho que podemos dizer: enviada especial do Bolha Pop à Bienal :P)
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Sobre Tati Regadas

Jornalista, viciada em séries e cultura pop.

Publicado em 20/09/2009, em livros. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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